segunda-feira, 19 de outubro de 2015

"Quanto maior a armadura, mais frágil é o ser que a habita..." Padre Fábio de Melo

fatosereflexoes.com



Eu era forte, tinha tudo sobre controle na minha vida e na vida da minha família. Os riscos eram calculados os passos estudados e os meus objectivos eram premeditados e cautelosamente organizados. Não havia espaço para o imprevisto na minha vida e por consequente devido a uma sábia organização, nada poderia correr mal ou fugir do meu controle. 

Isto, até ao dia que compreendi que não tinha controle sobre nada. E esse dia foi dramático, foi como se tivessem puxado o tapete debaixo dos pés, não sei se caí mas perdi os sentidos por certo. A vida tal como eu a conhecia deixara de existir, não compreendia como podia eu ter-me enganado tanto. "EU", sábia e cautelosa que não dava um passo em falso, estava tudo previsto ao pormenor. Como era possível, ter falhado? Do que me esqueci eu? Pois....

Esqueci-me que não tenho controle sobre nada nem muito menos sobre ninguém, e que os acontecimentos da vida dependem também da vontade dos outros. E que cada acontecimento gera uma onda que vai afectar a vida sobre vários planos. Que energia que ponho nas coisas tem influência sobre as mesmas, se eu fizer com amor, com amor para mim voltaram.

Ora, eu era uma Leoa que levava tudo pela frente quando tinha um objectivo, não era manipuladora, mas porque queria algo, organizava tudo para o obter, conclusão. O meu plano não podia falhar pois o esforço, a vontade e determinação que eu usava era inabalável, e era nesse momento que eu cometia o erro não contar com as variantes, a vontade dos outros, o desejo dos outros. E todos os factores externos a mim.

E quando compreendemos isso tudo se torna complicado num primeiro tempo, pois fazer planos ter objectivos deixa de fazer sentido, de repente sentia-me deslocada como se  até então tivesse vivido uma mentira. Afinal, a vida não era o que eu pensava, fundar família e ter a ambição de construir património e amealhar fortuna.

Devo dizer que andei perdida durante um tempo, pois se a vida não era isto então o que era?? 
Que estamos aqui a fazer?? Porquê?? Porquê??
Cheguei à conclusão que a vida não fazia sentido, que simplesmente nascíamos para morrermos, que vínhamos cá para sofrer unicamente. E que tínhamos nós feito de assim tão grave para que a vida fosse então, só sofrimento. Não compreendia, então a minha vida ficou desprovida de fundamento. Tudo o que fazia era pura e simplesmente porque a sociedade me o exigia e não por vontade própria, os objectivos que antes tencionara alcançar já não habitam o meu ser. Tinha desistido de viver uma vida comum, como qualquer outro mortal.

Esta era a consequencia de uma carapaça rígida demais, da certeza das coisas, que tudo tem de ter um porquê, e que eu tinha de compreender tudo à primeira vista. Tinha de fazer sentido!!!

E foi então que pouco a pouco as "coisas" começaram a fazer sentido.
Para ser certo não é preciso eu compreender, e que está tudo certo, no sítio certo, porque até o caminho mais errado me leva para onde eu preciso de estar.
"O Universo dá-me o que eu preciso, não o que eu quero. Até porque o que eu quero nem sempre é bom para mim."

E com esta situação aprendi a "aceitar e agradecer".

Que estamos aqui para aprender a amar e que a vida não nos pertence.

Que devemos deixar fluir, deixar a vida acontecer e ter fé que tudo é para o meu melhor bem mesmo que parece muito mau vai trazer uma experiência benéfica para mim. Um Lição.


O meu olhar objectivo sobre estas situações:

A fragilidade emocional na minha opinião é o resultado de um choque emocional. Algo que acontece nas nossas vidas e que vem destabilizar tudo à nossa volta, perdemos o controle sobre as situações e acabamos por perder confiança nas nossas capacidades intelectuais e físicas. 
Por vezes quanto mais fortes mais depressa caiem, justamente devido à sua rigidez não "vergam" .... "partem-se".



A realidade deixa de fazer sentido e começamos a ter uma visão deturpada sobre a vida, tudo é visto e suportado com uma importância exagerada, a nossa visão aumenta o impacto das situações sobre a nossas vidas.

Situações simples como sair de casa para ir às compras cotidianas tornam-se um verdadeiro calvário, crises de pânico podem ocorrer (A mente reage como se estivesse mos em perigo de morte, mas não estamos).

Este tipo de situações pode acontecer a qualquer pessoa não escolhe estatuto social,o que acontece no cérebro é que simplesmente o os emissores enviam uma mensagem e os receptores recebem outra ou só parcialmente.

Evidentemente, é necessária ajuda médica.

Mas existe um trabalho que pode ser feito em conjunto que pode acelerar ou aliviar o processo da cura:


» As afirmações de Louise Hay;
» Meditar:

» Escrever o que sentimos e analisar bem os nossos pensamentos no papel;
» Terapias alternativas como: Reiki, Yoga ou chi-Kung;

Hoje, aceito e agradeço tudo o que tenho. Sei que tudo é necessário ao meu crescimento. A vida não é fácil para ninguém, todos temos alguma coisa que nos dói, mas a dor é necessária para nos sentirmos vivos. Quando existe dor tem que ser sentida para ser tratada e ultrapassada.

"Façam o favor de ser felizes!"- Raul Solnado

Grata pela leitura  :D